A metodologia da Justiça Restaurativa incentiva a resolução de conflitos e a reparação de danos de forma mais humana e participativa
Nesta sexta-feira, 28, o Núcleo Permanente de Justiça Restaurativa (Nujures) do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) promoveu reunião na Escola do Poder Judiciário (ESJUD). O encontro foi um convite para que os líderes das instituições acreanas refletissem sobre as práticas organizacionais e a missão de construir uma sociedade mais pacífica.
Na abertura, a desembargadora Waldirene Cordeiro explicou que os órgãos, entidades, autarquias podem ser catalisadores dos princípios para uma sociedade mais igualitária. “A Justiça Restaurativa é ainda um resgate da nossa ancestralidade, da cultura baseada no respeito e diálogo. Podemos transformar os espaços em locais de acolhimento. Como disse (Ailton) Krenak, ‘o futuro é ancestral’. Então, o futuro é a Justiça Restaurativa”, declarou a supervisora do Nujures.
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Em seguida, a juíza federal Kátia Roncada falou sobre a importância do reconhecimento dos potenciais como caminho para alavancar esse trabalho em cada estado. A facilitadora seguiu com reflexões sobre formas de reparar o tecido social, no tocante ao uso da Justiça Restaurativa nas instituições. Como exemplo, ela sugeriu que as sindicâncias sejam conduzidas com a Justiça Restaurativa, assim como processos internos relacionados ao assédio e discriminação.
No encerramento, a juíza Andrea Brito apresentou o histórico da Justiça Restaurativa no Acre, no qual os objetivos têm sido pautados na redução da litigiosidade, a participação ativa e a cultura de paz. Também deu relevo aos principais eixos de atuação, que são: a educação, segurança pública, pessoas em situação de rua, socioeducativo, violência doméstica e execução penal.
“Para uma transformação sistêmica, é preciso cooperação e apoio. Essa construção coletiva derivará do diálogo para aprimorar a forma como lidamos com os desafios. Assim, teremos ambientes de trabalho mais justos e felizes”, assinalou.
Participaram da atividade representantes do Ministério Público do Acre, Defensoria Pública, Tribunal de Contas do Estado, Tribunal Regional do Trabalho da 14ª Região, Instituto de Administração Penitenciária do Acre, Universidade Federal do Acre, Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher, Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos, Polícia Militar, Secretaria de Estado de Educação e Secretaria de Estado de Saúde.
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