Automatização de tarefas, análise de dados e assistência de informações são funcionalidades da IA que devem ser empregadas nos fluxos de trabalho do TJAC
Na manhã desta quinta-feira, 3, representantes de todas as diretorias do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) participaram da oficina InovaJus realizada na Escola do Poder Judiciário. O objetivo principal foi avaliar os pontos críticos, além de colher sugestões visando à melhoria contínua dos trabalhos realizados nas unidades administrativas e judiciais.
Para iniciar as atividades, o laboratorista Evandro Luzia apresentou a linha do tempo do Laboratório de Inovação e dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (Lapis). Deste modo, concatenou desde a criação normativa até a consolidação da Rede Norte de Laboratórios, desenvolvida para fortalecer a promoção da inovação.
A partir do uso de metodologias ativas, foi proposto o debate sobre os principais desafios encontrados no Judiciário. A participação nesse processo é ainda uma preparação para que essas servidoras e servidores também atuem como laboratoristas, assim horizontalizem discussões que possibilitem a implementação de novos conceitos.
O uso de inteligência artificial (IA) se apresentou como uma resposta estruturada. No entanto, é necessário pensar nas servidoras e servidores, em como vão se apropriar dos recursos tecnológicos. A servidora da Gerência de Materiais, Patricia Bertiolo, enfatizou que além de ser preciso capacitações, é necessário considerar a diversidade e respeitar os processos de aprendizado.
A análise crítica enumerou a necessidade de estruturação de fluxos de trabalho, integração e normatizações. “É até paradoxal ser um problema as tarefas repetitivas e também a resistência à tecnologia”, disse a diretora de Logística, Larissa Montilha.


Entre as sugestões apresentadas, o servidor da Diretoria de Tecnologia, Robison Fernandes, apontou o uso de abordagens híbridas e até a realização de um concurso de inovação, sendo a última uma proposta para desafiar e engajar o público interno, favorecendo a comunicação sobre a utilização de plataformas digitais colaborativas e outras ferramentas de IA.
No encerramento do encontro, o gerente de Informações de Custos, Robert Marinho, falou sobre a importância do entendimento do propósito. “Um exemplo clássico de cultura organizacional e propósito compartilhado é sobre um episódio em que o presidente John F. Kennedy visitou a Nasa, na década de 60 e perguntou a um funcionário da limpeza: ‘O que você faz aqui?’ e a resposta obtida foi ‘estou ajudando a levar o homem à lua’. Ao invés de dizer que simplesmente cuidava do local, ele demonstrou sua compreensão de que entende a importância de que cada função importa na execução de uma grande missão”, ilustrou.
